EPI 2011 Industry White Paper

 
Data: quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Lançamento do estudo EPI 2011 Industry White Paper.

 

  • Uma pesquisa junto de 6.000 empresas em toda a Europa mostra diferenças significativas na forma como os diversos setores de atividade são atingidos pelas dívidas e pelos atrasos de pagamento.
  • Incobráveis sobem 2.7% em toda a Europa
  •  Construção, Educação e serviços financeiros com dados preocupantes
  • A Intrum Justitia acredita que a situação vai piorar em 2012 e apresenta algumas medidas de proteção para as empresas

 

Em toda a Europa, praticamente todos os setores de atividade estão a ser afetados no atual clima económico, através da espiral de dívidas incobráveis, destaca a Intrum Justitia no Relatório que divulga neste mês de Novembro.

 

A grande maioria das empresas europeias, independentemente da sua dimensão ou setor de atividade, estão a lutar para ter sucesso numa economia onde os consumidores estão relutantes em gastar dinheiro e onde os bancos não estão dispostos a emprestar, especialmente às PME, que contribuem com mais de metade do valor acrescentado criado pelas empresas em toda a UE.

 

Em 2010 foram identificados 312 mil milhões de euros de incobráveis, o que representa 2,7% de todas as transações. No entanto, este valor varia nos vários setores de atividade, sendo o setor dos serviços profissionalizados - advocacia, projetistas, designers e arquitetos - um dos mais atingidos.

 

O não pagamento faz aumentar o preço dos bens e dos serviços. De acordo com o relatório da Intrum Justitia, se as empresas não tivessem tanto dinheiro empatado, fruto das dificuldades de cobrança, conseguiriam diminuir os preços e aumentar o seu investimento em pesquisa e desenvolvimento, tecnologia e recursos humanos.

 

De acordo com Luis Salvaterra, Diretor Geral da Intrum Justitia, "O nosso estudo indica que o cenário vai piorar. Os Serviços profissionais, por exemplo, são frequentemente atingidos por cortes nos orçamentos dos seus clientes, e esta situação está a verificar-se atualmente. Alguns setores mostram-nos mesmo que vão ter um aumento da dívida no próximo ano ".

 

“A pressão sobre as empresas e sobre o Estado para implementação de uma rápida cobrança, nunca foi tão forte como a que é exercida hoje em dia. Por isso mesmo, a adoção de melhores práticas e a gestão de crédito nunca foram tão cruciais”, defende Luis Salvaterra, Diretor Geral da Intrum Justitia Portugal.

 

O mesmo responsável acredita ainda que “A desaceleração económica está a ter claramente um impacto sobre o atraso nos pagamentos em todas as empresas. Isso só aumenta a necessidade das empresas e do Estado criarem e sustentarem sistemas de recuperação de crédito, uma vez que o futuro das empresas e dos postos de trabalho dependerão da capacidade em manter um controle firme dos custos através de uma eficiente gestão dos processos de crédito”.