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Para mais informações, pode ler aqui por favor

Atrasos de pagamento deixam as PME's europeias em risco

Os atrasos de pagamento estão a esmagar as pequenas e médias empresas europeias e as multinacionais destacam-se quando se trata de exigir condições de pagamento mais alargadas.

O relatório de pagamentos europeu da Intrum Justitia (EPR) inquire 9.440 empresas em toda a Europa sobre o comportamento de pagamento e a estabilidade financeira das empresas europeias. As pequenas e médias empresas (PME’s) são as mais dependentes de pagamentos dentro dos prazos ficando menos protegidas contra os atrasos de pagamentos dos seus pares de maior dimensão. Em média, as empresas em Portugal estão com 16 dias de atraso no pagamento das suas facturas, enquanto a média europeia situa-se nos 5.6 dias. Em casos extremos, como por exemplo as autoridades públicas em Itália, as PME’s terão de esperar 48 dias após a data de vencimento para receber o pagamento.

Impressionante são os 35% de pme’s que encaram os atrasos de pagamento como uma ameaça à sua sobrevivência e em geral quatro em cada dez dizem que é um impedimento ao crescimento do seu negócio.

"Receber com atraso, é complicado para as pequenas empresas e pode causar problemas de liquidez e financiamento", refere Daniel Wiberg, economista-chefe da Federação Sueca de empresários. "É problemático para as empresas, mas também prejudicial para a economia em geral, em termos da sua eficiência e a capacidade de crescer e funcionar adequadamente. O sector público é mau pagador na maior parte dos países europeus, esta situação é trágica e seria desejável vê-los como um bom exemplo."

Na Europa, cerca de 39% das PME's têm sido pressionadas pelas multinacionais para aceitar condições de pagamento mais alargadas.

Exemplo do que se passa em Portugal:

Grafico condicoes de pagamento

"As grandes empresas multinacionais na região nórdica são exemplares na gestão e redução de custos e esta mensagem é transmitida por eles para baixo da linha, aos sub-empreiteiros e fornecedores " refere Wiberg "Uma razão possível pela qual a região nórdica destaca-se pode ser pelo facto as PME’s aqui estão muitas vezes localizadas mais acima na cadeia de valor do que, por exemplo, as PME’s do sul da Europa. Isto significa que eles normalmente tenham menos clientes e encomendas maiores e as relações comerciais são por vezes bastante simbióticas com os clientes "

Estando pressionados a conceder prazos de pagamento mais longos a incerteza aumenta para as PME’s em particular, estas empresas enfrentam também frequentemente dificuldades na obtenção de créditos para corrigir ao longo do ano as dificuldades de tesouraria.

Entre as PME Europeias, 34 por cento dizem que os pagamentos nos prazos permitiriam contratar mais funcionários e no cômputo geral o EPR mostra um potencial para criar 7,7 milhões de novos postos de trabalho nas PME’s e nas grandes empresas, se as facturas fossem pagas nos prazos.