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A partir de 27 de junho de 2017, a Intrum Justitia e a Lindorff uniram-se para criar a maior empresa de serviços de gestão de créditos no mundo.

Para mais informações, pode ler aqui por favor

conferência impacto do incumprimento dos pagamentos na economia portuguesa

Aumenta a pressão sobre as PME para que aceitem prazos de pagamento mais longos.

No ano em que celebra 20 anos da sua presença em Portugal, a Intrum Justitia, multinacional especializada em serviços de gestão de crédito, analisou as implicações dos atrasos de pagamentos nas PME, numa conferência realizada em Lisboa, onde foi debatido o comportamento das empresas, em Portugal e na Europa, à luz do European Payment Report - EPR.

Conferencia O impacto do incumprimento dos pagamentos na economia portuguesaContrariamente às ambições políticas europeias, o Relatório de Pagamento Europeu da Intrum Justitia revela que as pequenas e médias empresas (PME) de toda a Europa necessitam de aceitar prazos de pagamento mais longos solicitados por outras empresas e Portugal não é exceção.

O relatório demonstra ainda um aumento significativo desta situação em 2017. Neste momento, 87% das empresas portuguesas afirmam ter sido convidadas a aceitar prazos de pagamento mais longos – sendo que, no ano passado, o valor registado apontava para 76%. Em relação à média europeia, este número diminui para 61%, também superior a 2016, em que se situava nos 46%,

Um problema com tendência para gerar um ciclo vicioso, em que as empresas que recebem pagamentos em atraso são, por sua vez, obrigadas a pagar aos seus fornecedores também com atraso. Os resultados do inquérito revelam que três em cada quatro empresas admitem que pagam, regularmente, fora de prazo.

Esta situação preocupante leva as empresas a exigirem garantias de pagamento mais rígidas. Em Portugal 5% das empresas afirmam que seria uma mais-valia uma nova legislação, enquanto na europa este valor atinge os 42%. Por outro lado, em Portugal 18% das empresas preferiam novos códigos de conduta voluntários de forma a estabelecer uma cultura de pagamento pontual, enquanto a média europeia se situa nos
30%.

De forma a ajudar as PME, a União Europeia adotou a Diretiva de Atrasos de Pagamento para as transações comerciais em 2011 e, em Portugal, o Decreto-Lei 62/2013, transpôs para o direito nacional a Diretiva 2011/7/UE, aprovando medidas contra os atrasos de pagamento, que se aplicam a todas as transações comerciais, quer as estabelecidas entre empresas, incluindo profissionais liberais, quer entre empresas e entidades públicas.

No encontro realizado pela Intrum Justitia, Laura Mc-Grath, DG Internal Market, Industry, Entrepreneurship & SME da Comissão Europeia, referiu, contudo, que "existe ainda muito trabalho a fazer antes de uma cultura consistente do pagamento rápido se tornar uma realidade ".

Por seu lado, Luís Salvaterra, Diretor Geral da Intrum Justitia Portugal, afirmou estar convencido de que «precisamos de fazer muito mais para apresentar uma nova perspetiva sobre as rotinas de pagamento das empresas. Os pagamentos dentro dos prazos devem estar na agenda de sustentabilidade das empresas. Essa é o único caminho para mudar hábitos de comportamento e isso ajudaria muito as pequenas e médias empresas - gerando criação de empregos e sociedades em crescimento”.