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Falar sobre dinheiro e impostos com os filhos

Estamos na fase do ano em que todos os contribuintes, com ou sem filhos tem de prestar contas sobre os rendimentos do ano anterior. E este, pode ser um momento ideal para quem tem filhos, para abordar o tema sobre dinheiro e impostos.

Nunca é cedo demais ensinar às crianças a importância da economia. Os pais que tomam a iniciativa de falar sobre temas económicos e financeiros estão ajudar os seus filhos a terem uma percepção mais real e fundamental sobre as suas finanças e poupanças pessoais.

Segundo Neale Godfrey, escritora e chairman da Children’s Financial Network, é bom “tentar evitar o excesso de reclamações sobre impostos”. “Os impostos não são maus. Podem ser mal geridos, mas um país não funciona sem eles”, disse, recentemente numa entrevista à conceituada revista Time.

Tal como os pais, também as escolas e universidades podem ter um papel preponderante na educação e sensibilização sobre finanças. Existem inúmeras associações, empresas, Banca, etc, que podem colaborar em acções preventivas, promovendo jogos ou competições que estimulam o interesse sobre esta temática assim como ajudam a preparar o seu futuro se pensarmos que crianças e jovens de hoje serão os futuros gestores do amanhã.

No âmbito da nossa missão como catalisador para economias saudáveis e justas, o grupo Intrum Justitia está muito empenhado nesta temática e todos os anos promove inúmeras acções de sensibilização junto de escolas e universidades, sobre o dinheiro e a sua utilização e vemos estas acções como contributos genuínos para um futuro melhor.

Por exemplo, a escritora Neale Godfrey, refere na sua entrevista, que os pais perante os seus filhos para explicar como este círculo funciona, sugere um jogo, que lhe chama “jogo do imposto”. “Explica que existem serviços que são usados por todos e que são pagos pelo governo, estradas, segurança, escolas, saúde”. Depois, os pais podem pedir aos seus filhos o que eles acham que deveria ser pago com os nossos impostos.

Outra forma de promover a edução financeira, é através da mesada, mas aqui para crianças com mais idade e que já recebem dos seus pais esse valor. A escritora fala no jogo do “jarro de impostos” da família. De cada vez que a criança recebe uma mesada, coloca uma parte neste jarro e ao fim de algum tempo, depois ter acumulado determinado valor, a criança terá de comprar algo que seja benéfico a todos. Esta simples responsabilidade de retirar uma parte da mesada e depois poder comprar algo em beneficio de todos ajuda-a sentir-se realizada com importância dessa retenção.

Nos adolescentes em fase mais adulta, os pais devem inicia-los num processo de responsabilidade mais real a nível de pagamento impostos. Para a autora “Quando as crianças conseguirem o primeiro emprego, elas provavelmente saberão como os impostos funcionam e serão capazes de pagar os mais simples sozinhos”

Teremos de reconhecer que a melhor atitude é ensinar e educar a sermos responsáveis com os nossos deveres, assim contribuímos para termos os nossos direitos.