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MAIS DE 60% DOS PORTUGUESES APLICA AS SUAS ECONOMIAS EM CONTAS POUPANÇA

50% pagou uma ou mais faturas fora do prazo; 17% teve de pedir dinheiro emprestado para pagar as contas nos últimos seis meses; 58% não consegue poupar dinheiro todos os meses

De acordo com o European Consumer Payment Report (ECPR), desenvolvido pela Intrum Justitia, a partir de dados recolhidos numa pesquisa realizada em simultâneo, a 21.317 cidadãos europeus de 21 países, 49% dos portugueses afirmam que muitas vezes não conseguem pagar as contas e 50% identificaram alguns períodos na sua vida em que não puderam pagar as suas dívidas. E se 94% acredita que é importante pagar sempre as contas dentro dos prazos, 29% afirma que, neste momento, não tem dinheiro suficiente para ter uma vida digna.

Este estudo, que contou com a participação de 1.010 consumidores nacionais e tem como objetivo conhecer a situação e saúde financeira das famílias, mostra que para fazer face às despesas, os cidadãos continuam a enfrentar grandes desafios: 50% dos entrevistados portugueses afirma não ter pago algumas das suas contas a tempo nos últimos doze meses, uma percentagem idêntica à média europeia (48%) e ligeiramente abaixo da verificada na Hungria, onde 65% dos inquiridos afirma ter passado por esta situação.

As razões para o atraso nos pagamentos variam, mas no caso dos consumidores nacionais, 51% afirma que é por falta de liquidez e os restantes por outros motivos como esquecimento ou vontade.

O estudo conclui que 17% dos inquiridos pediram dinheiro emprestado nos últimos 6 meses, um ligeiro aumento comparativamente ao ano anterior (15%). E, mais de metade das pessoas que pediram dinheiro emprestado (65%), escolheu a família como principal fonte de financiamento, 23% os amigos e 14% pediu um empréstimo ao banco. Apesar de cumprir a obrigação de pagar as suas contas, 59% afirma que depois de as pagar, fica preocupado por recear não ter dinheiro suficiente.

Dos portugueses inquiridos, 58% não consegue poupar dinheiro todos os meses. Dos 42% que economizam dinheiro mensalmente, 74% fá-lo para fazer face a despesas imprevistas, para viajar (42%) e para o caso de perder o emprego (32%). No entanto, 35% afirma que poupa algum dinheiro a pensar na reforma e, neste âmbito, 63% investe as suas economias em contas poupança, um valor bastante elevado, comparativamente com o investimento em ações e participações (10%) ou a subscrição de títulos do tesouro (15%), apesar da atual tendência em baixa das taxas de juro.

No que respeita à emigração verificou-se, este ano, uma diminuição do número de pessoas que pondera esta opção (17%), quando comparado com os 40% registados no ano passado. No caso de optarem por sair do país a maioria escolhe o Reino Unido (24%), a França (10%) e a Suíça (9%) como países de acolhimento. O estudo europeu revela que Portugal está contemplado nas opções como destino de emigração de 11% dos franceses e de 5% dos suíços, o que se apresenta como novidade nas conclusões do ECPR.

Relativamente ao âmbito familiar, 46% dos entrevistados nacionais acredita que vai precisar de ajudar financeiramente os seus filhos, mesmo quando saírem de casa, 29% confessa que por razões financeiras os seus filhos não podem sair de casa tão cedo como desejariam e 27% defende que os seus filhos vão ter maiores dificuldades financeiras do que eles.

Outra das conclusões indica que 95% dos pais portugueses tenta ensinar os seus filhos a gerir o dinheiro, registando a taxa mais alta dos países analisados. Além disso, 86% defende que as crianças deveriam aprender mais sobre economia nas escolas.

As finanças também afetam a situação dos casais. Assim, 20% dos inquiridos em Portugal afirma que as razões económicas são um dos motivos para manterem ou prolongarem o seu relacionamento, um valor ligeiramente menor do que o verificado no ano passado (24%).   O estudo analisou ainda o comportamento dos inquiridos no que respeita às compras e conclui que 58% tem cartão de crédito, 26% gasta dinheiro regularmente em compras online, 33% fez este ano mais compras online e 50% prefere receber as suas contas em formato digital.

Sobre o European Payment Consumer Report 2016 O Relatório de Pagamentos Europeu do Consumidor nasceu em 2013. Como "catalisador de uma economia saudável", a Intrum Justitia percepcionou a necessidade de consultar as opiniões de 21.317 consumidores europeus, a fim de compreender melhor a realidade da economia doméstica e a vida diária nas suas casas. As informações obtidas no European Payment Consumer Report, basearam-se num inquérito conduzido pela empresa de estudos de mercado United Minds.